O projeto Museu da MPB nasceu por uma iniciativa dos idealizadores do tradicional Bar Brahma, no início de 2006.
Esquina histórica da cidade, imortalizada pela música Sampa de Caetano Veloso, não poderia ser apenas a extensão do lendário bar que abrigou artistas, intelectuais, políticos e a nata da sociedade paulista desde 1948. O sonho de Álvaro Aoás e Luis Marcelo Lacerda era maior que isso: Queriam realmente materializar a esquina e presentear o Brasil e o mundo com um marco cultural, turístico e social.
Para desenvolver o projeto arquitetônico de revitalização do centro, foram chamados os arquitetos Rui Ohtake e Ricardo Lara. Hoje, as obras estão em pleno andamento. Já foram realizados diversos investimentos de recursos próprios entre locação, obras, suporte jurídico, custo administrativo, recursos humanos e serviços.
Para administrar o projeto foi criada a Associação Esquina da MPB, que inicia sua vida jurídica no mês de dezembro de 2006, reunindo uma série de parceiros operacionais dispostos a montar e operacionalizar um projeto ambicioso que ultrapassa os limites físicos da esquina.
A estratégia operacional é trabalhar em consonância com as três esferas administrativas do governo e criar atividades, serviços e produtos próprios para garantir a autossustentabilidade e longevidade do projeto.
O conceito central é que o local seja a plataforma de lançamento de diversas ações de preservação e difusão de nossa música popular através de diversas mídias: internet, cinema, rádio, e veículos impressos.
Desenvolver ações voltadas para toda comunidade como: cursos, oficinas, palestras, exposições abertas, apresentações de rua, fomentar a pesquisa e o desenvolvimento de conteúdo artístico e histórico sobre a música brasileira, o mais conhecido e famoso movimento cultural de nosso país.
Enfim, recuperar a história da MPB, através dos acervos existentes e dar o tratamento necessário a estes, disponibilizando os mesmos na internet, permitindo seu acesso e utilização de forma indiscriminada, sem barreiras levando a disseminação da cultura brasileira, além das fronteiras de nosso país.
Base do acervo do Museu da MPB, o conjunto da obra de Mário Luis Thompson é seguramente o mais importante acervo fotográfico e iconográfico de nossa música popular. São 43.582 fotogramas, 100 horas de vídeo e 18 horas em Super 8. Uma produção de uma vida apaixonada pela música brasileira, o fotógrafo desenvolveu sua obra sem o apoio de veículos de comunicação e gravadoras.
Para a manutenção do referido acervo será necessário investir em técnicas sofisticadas de recuperação, tratamento e digitalização de imagens, prevendo o uso e a formação do Museu da MPB.
Website planejado para ser o mais completo centro de informação e referências e acervo bibliográfico da Música Popular Brasileira. Contará com direção editorial do site Página da Música, dirigido pelos jornalistas Sérgio Fogaça e Ivanize Sydow. Além de conteúdos didáticos, históricos e informativos haverá acesso online ao conjunto do acervo fotográfico de Mário Luis Thompson sobre o tema. A database de imagens será integrada a primeira loja de downloads musicais do Brasil, coordenada pela I-Música, única empresa brasileira a possuir esta tecnologia em atividade no Brasil, já homologada pelas principais gravadoras, tornando a pesquisa e aquisição de músicas e imagens totalmente interativa e completa. A ferramenta fará integração de comunidades interessadas na música popular através de fã clubes e de participantes do próprio mercado promovendo diálogos da comunidade artística através de fóruns, reportagens dirigidas e debates online sobre o mercado musical brasileiro, dentro e fora do país.
Difundir o registro de imagens sobre artistas e histórias da música brasileira para o grande público;
Ser um centro de discussão e entretenimento que pensa e prestigia a música brasileira e suas principais personalidades;
Programar atividades e projetos que movimentem esse vasto material através de exposições, lançamentos e discussões sobre os artistas fotografados;
Estimular o uso do espaço físico do prédio onde fica o Bar Brahma, através de atividades dirigidas a diversos públicos, desde os espontaneamente interessados quanto oriundos de escolas, instituições educacionais de ensino regular, de música, de história, etc.;
Gerar franca aderência do espaço com a história do Bar Brahma que é reconhecida amplamente como sendo o local onde o público prestigia a música brasileira.
Cria um novo ambiente cultural na cidade, com forte apelo de interatividade com a cidade e seus cidadãos;
Desenvolver um projeto de autossustentabilidade a médio prazo, visando uma atuação dinâmica com diversos públicos e setores de investimentos e integração.
Oficinas oferecidas pelos próprios músicos que já tiveram seus trabalhos contemplados no site da associação. Oficinas voltadas a professores da rede pública e particular sobre o uso da canção em sala de aula como suporte a assuntos variados, reforçando o conceito de interdisciplinaridade;
Debates sobre o mercado da música baseados na seção Selo de Artista, com músicos que abriram seu próprio selo e, portanto podem falar sobre o mercado de modo geral, além de mercado da música independente, distribuição, processo de gravação, meios de comunicação e meios alternativos de penetração no mercado.
Todas as atividades podem assumir caráter pedagógico com o acompanhamento de especialistas da área;
A partir do acervo do site, elaborar projetos sobre a “geografia da canção”, por exemplo, quando focamos artistas de diversas localidades do Brasil e suas características mais regionais;
Música atemporal. Um projeto divertido que mostra a “atualidade” ou atemporalidade das canções, comparando como letras de décadas passadas podem encaixar-se nos dias de hoje. O resultado poderá ser publicado posteriormente no site;
Publicar no site e discutir as inúmeras teses de mestrado e doutorados que se referem à música popular brasileira.
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