Europa, África e América do Sul têm encontro marcado na semana do aniversário de Brasília. Projeto Língua Mãe, conduzido pelo percussionista Naná Vasconcelos, produzido pela D7 Filmes e patrocinado pela Petrobras, faz espetáculo com 120 crianças dos três continentes regidas por Naná e acompanhadas pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, dia 20 de abril, na Sala Villa-Lobos. Todo o processo de oficinas com as crianças, nos respectivos países, será filmado e resultará num documentário e um DVD produzido durante o espetáculo.
A união de três povos de língua portuguesa será celebrada no aniversário de 50 anos de Brasília, no mês de abril. O Projeto Língua Mãe, que tem como personagem central o percussionista Naná Vasconcelos, produção da D7 Filmes, produtora pernambucana, e patrocínio da Petrobras (via Lei Rouanet), reúne em um mesmo espetáculo 120 crianças das cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, em Portugal; Luanda, em Angola, na África; e Brasília, no Brasil regidas em coro por Naná e acompanhadas pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, sob regência do maestro Gil Jardim, na Sala Villa-Lobos, em Brasília, dia 20 de abril, um dia antes do aniversário de 50 anos da cidade. Todo o processo de oficinas com as crianças, em seus respectivos países, está sendo filmado e será finalizado no formato de documentário média-metragem, além de um DVD resultado da gravação do espetáculo do dia 20 de abril.
Entre os dias 23 de fevereiro e 30 de março, Naná Vasconcelos e a equipe de produtores viajam primeiro para a cidade do Porto e Vila Nova de Gaia, em Portugal, e depois para Luanda, em Angola, na África, e por último para Brasília para selecionar e ministrar as oficinas com as crianças de cada cidade e registrar todas as atividades desenvolvidas. A ideia central consiste em resgatar a memória musical em comum nos três continentes, além da troca evidente de culturas. “A música é uma linguagem universal por si só, mas nesse projeto vamos ter a oportunidade de integrar e socializar crianças que participam de uma mesma língua através de um profundo diálogo cultural”, completa Naná Vasconcelos.
O espetáculo do dia 20 de abril, em comemoração aos 50 anos de Brasília, será composto por 120 crianças desses três continentes. Serão 30 crianças das cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, 30 de Luanda e cerca de 60 brasileiras, todas com idade entre 7 e 10 anos. No repertório, canções folclóricas e cantigas dos três países unidas pela mesma língua. Conduzido por Naná Vasconcelos, o espetáculo terá o acompanhamento da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, com regência do maestro Gil Jardim, na Sala Villa-Lobos.
O projeto Língua Mãe foi desenvolvido pela produtora pernambucana D7 Filmes, a partir de um outro projeto que Naná desenvolve a mais de 15 anos – o ABC Musical. “Naná sempre nutriu a vontade de tornar o ABC Musical internacional, e de poder trazer crianças de outros países ao Brasil”, explica Marinho Andrade, que a partir daí formatou o Língua Mãe junto com Alexandre Nogueira. Todo o processo das oficinas de iniciação musical com as crianças, nos três continentes, está sendo filmado para resultar num documentário de 52 minutos, com co-direção de Leo Falcão e Fernando Weller. Já o espetáculo com as crianças, com direção de Falcão, resultará num DVD da apresentação. A D7 Filmes, que atua há sete anos no mercado publicitário pernambucano, tem construído também uma sólida carreira na produção de conteúdos para cinema e TV.
Link de promotape do projeto Língua Mãe - http://d7filmes.com.br/linguamae/linguamae.html
Juvenal de Holanda Vasconcelos nasceu no Recife, em 1944. Mesmo depois de duas décadas tocando pelo mundo, morou em Paris e Nova York, as influências de sua terra estão presentes em tudo o que faz. Foi por oito vezes consecutivas aclamado como melhor percussionista do mundo pela revista norte-americana Down Beat. Dotado de uma curiosidade intensa, indo da música erudita do brasileiro Villa-Lobos ao roqueiro Jimi Hendrix, Naná aprendeu a tocar praticamente todos os instrumentos de percussão, embora nos anos 60 tenha se especializado no berimbau. O trabalho de Naná sempre demonstrou a amplitude do seu talento, e nos anos 80 gravou o disco “Saudades”, concerto de berimbau e orquestra. Depois, vieram os álbuns “Bush Dance” e “Rain Dance”, suas experiências com instrumentos eletrônicos.
Daí por diante, Naná esteve envolvido mais diretamente com o cenário musical brasileiro ao fazer a direção artística do festival Panorama Percussivo Mundial (Percpan), em Salvador, e do projeto ABC Musical, além de participações especiais em álbuns de Milton Nascimento, Caetano Veloso, Marisa Monte e Mundo Livre S/A, entre outros. No fim de 2005, lançou “Chegada”, pela gravadora Azul Music, e em 2006, o CD mais recente, intitulado “Trilhas”. Uma trajetória de vida que esbanja virtuosismo musical e integridade pessoal em tudo o que faz e toca. Informações mais detalhadas sobre o artista podem ser encontradas no seu site - http://www.nanavasconcelos.com.br
A D7 Filmes, que atua há sete anos no mercado publicitário pernambucano, tem construído uma sólida carreira na produção de conteúdos para cinema e TV. Dentre outros projetos em andamento para finalização ainda este ano, destacam-se a produção do documentário José Não é Santo, sobre os autos das paixões pernambucanas, e um outro sobre o ato de se fantasiar no Carnaval, intitulado Por Debaixo dos Panos. Além disso, a empresa está co-produzindo seu primeiro longa-metragem de ficção, Eles Voltam, que está sendo rodado entre os meses de janeiro e março de 2010.
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